Entrevista com Sergio Santos

2020-12-08 10:04:25










SÉRGIO 


DE OLIVEIRA SANTOS








                                      SUGIE  KENSETSUKABUSHIKI GAISHA                                                                                                    NISHIO/AICHI

                                               Seishain desde Dezembro de 2019 








PERFIL PESSOAL

 Nascido em 1982 (showa 57) Brasileiro, Residente Gamagori - Achi


Português, estudando japonês e inglês 


  Engenheiro Civil


Marido e Pai de 3 filhos.  Gosta de jogar futebol e brincar com os filhos.


CARREIRA NO BRASIL

Em São Paulo por 9 anos como líder de sessão e projetista em empresa de Comunicação VIsual, criador de luminosos, tótens, letreiros e fachadas habilitado em leitura e interpretação de Desenho Técnico e AutoCad. Se formou como engenheiro CIvil em 2014, atuando na área desde 2013. Habilitado em controle tecnólogo do concreto, soldador, serralheiro de alumínio e ferro. Especializado na área de Projetos, Construção, Edificação e saneamento básico.    






PROPÓSITO NO JAPÃO

Desde novo tinha o desejo de sair do país e tinha uma paixão pela cultura do Mangá/Anime. Conheci minha atual esposa (brasileira nikke) e me casei. A família da esposa veio ao Japão em 1989 trabalhar como Seishain em fábrica, e em 2016 voltou ao Brasil ao se aposentarem. A cunhada trabalha em uma empreiteira no bairro da Liberdade em São Paulo e nos convidou a vir trabalhar no Japão. Em maio de 2016 o visto foi aprovado, iniciando a viagem.      


ADAPTAÇÃO NO JAPÃO

A paixão pela Cultura japonesa existe desde muito novo, e a rotia era próxima às atividades Nikkei no bairro tradicional japonês da Liberdade, fez com que já estivesse familiarizado com a cultura, costumes e a comida japonesa. Para proporcionar maior liberdade de escolha e tranquilidade para a família, optei por ter toda a adaptação como apartamento e carteira de motorista por conta própria. Viver distante da família e amigos próximos do Brasil é um desagio, afinal administrar a família é como uma empresa, e receber conselhos e ter um diálogo mais próximo faz falta.     





EMPREGOS ANTERIORES

Trabalhou durante 1 ano e meio como soldador, no sistema Haken, demonstrou habilidades em AutoCad, porém a oportunidade de mudar de contrato foi minado pela falta de fluência no idioma, pois o cargo exigia comunicação direta com o cliente. Trabalhou em linha de montagem, com poucas oportunidades de praticar o idioma.  


EMPREGO DE CARREIRA

O tratamento desde o início é diferenciado, começando pela elaboração do currículo, que não é como as "fichas" que preenchemos em empreiteiras. A empresa se interessaem saber da formação, habilidades adquiridos também no Brasil. As orientações recebidas pelo Projeto Integra foi fundamental, era o incentivo que precisava, e agora trabalho para corresponder às expectativas. Acredito que o maior empecilho dos brasileiros de migrarem para empregos diretos é o medo, a insegurança e a dependência. Achar que não daremos conta do idioma. Após assistir uma palestrado Projeto Integra e receber a assessoria para dar os primeiros passos, conquistei meu emprego de carreira. Não foi um caminho fácil, e ainda não está sendo, afinal estamos passando por uma crise que impacta o financeiro. Mas sei que agora em um emprego efetivo tenho perspectivas de crescimento, estabilidade e segurança para minha família.  





ESTUDO DO IDIOMA

Estudo na Escola Integra de Nihongo, a gramática é o forte do curso, e muitas vezes durante o diálogo, esqueço das palavras. Irei praticar mais a comunicação. Estou focando nos estudos!


PERSPECTIVAS PARA O FUTURO 

Estou me esforçando para me torna Kantoku, trabalhar na parte técnica e administrativa e evoluir dentro da empresa. Pretendo manter a comunicação com amigos da área no Brasil, e se atualizar trabalhando como orientador. Sei que dependo apenas de mim para evoluir e sou focado no que faço!      






      Entrevista fornecida para Projeto Integra em 26 de Outubro de 2020






Autor: Pamela Kanoko