Entrevista com Fábio Ueda

2020-12-10 14:23:47










FÁBIO


UEDA








                                      ASAHIKOGYO KABUSHIKIGAISHA                                                                                                    OKAZAKI/AICHI

                                               Seishain desde Outubro de 2019 








PERFIL PESSOAL

 Nascido em 1980 (showa 55) Brasileiro, Residente Okazaki - Achi


Português, estudando japonês


 


Marido e Pai de 4 filhos.  Gosto de passear com os filhos no parque, gosta de mecher com carro (mecânica)


CARREIRA NO BRASIL

Trabalhou com osupervisor de rede de estacionamento no Brasil, além de ter sido empreendedor no ramo alimentício.






PROPÓSITO NO JAPÃO

Vim ao Japão pela primeira vez aos 18 anos de idade, com o propósito de sair do Brasil e trabalhar. A segunda vez, já estava noivo, precisava de dinheiro para casar. A última vez que vim ao Japão, deixei a familia no Brasil durante 1 ano, e após isso, a família veio pela primeira vez. Os planos iniciais mudaram com a chegada dos últimos 2 filhos. 


ADAPTAÇÃO NO JAPÃO

A Adaptação mais difícil foi quando voltei ao Brasil depois de viver um tempo no Japão, em relação à segurança e educação das pessoas.No início adaptar-se ao idioma foi o mais difícil. Desde a chegada, os filhos estudaram na escola japonesa, onde um professor também dava aula de portugues, além do reforço com a mãe. 





EMPREGOS ANTERIORES

Sempre trabalhei como “haken” em fábricas, e agora tem a percepção de que esse tipo de trabalho terceirizado é que torna o trabalhador acomodado, no modo automático, estagnado em linha de produção, na dependência de horas extras para aumentar a rentabilidade, sem ter um progresso a longo prazo. 


EMPREGO DE CARREIRA

Conheci o projeto integra pelo facebook quando estava desempregado, recebi orientações sobre como se comportar na entrevista, e compreendeu a perspectiva de carreira. Trabalho na Asahi Kogyo a mais de 1 ano, desde o início a equipe foi muito prestativa, ensinando as funções pacientemente. Trabalho com reparação de asfalto 4 a 5 lugares diferentes por dia quando o reparo é pequeno, e a média de 2 lugares por dia quando o reparo é maior. Comecei o trabalho sem saber nada do ramo, e sendo o único brasileiro na empresa, está no processo de aperfeiçoamento. A empresa está investindo na qualificação, já conquistei a carta manual, futuramente vai tirar licença de maquinários maiores. Tanto os funcionários como a liderança são solícitos e generosos. A eficiência nos preparativos para a adaptação no trabalho, providenciando documentos, como por exemplo o Shakai Hoken, o surpreendeu. Quando seu filho mais novo nasceu, foram compreensivos e ganhou alguns dias de folga. Está muito feliz com o trabalho e o clima organizacional, pretende trabalhar na empresa até se aposentar.





ESTUDO DO IDIOMA

Aproveita para aprender o idioma quando com sua esposa, ajuda na lição de casa dos filhos. Deseja entrar no curso da Integra Escola de Nihongo, para progredir na aprendizagem. Tem a perspectiva de que a esposa formada em enfermagem também possa exercer a profissão quando conseguir a proficiência.


PERSPECTIVAS PARA O FUTURO 

Tem ambição profissional, e deseja crescer dentro da empresa, se aperfeiçoando e aprendendo todos os dias. Se vê futuramente cuidando de sua própria equipe, e ter a possibilidade de ajudar novos funcionários, incluindo os brasileiros.
Agregar valor e ajudar as pessoas é seu objetivo. 






      Entrevista fornecida para Projeto Integra em 30 de Novembro de 2020






Autor: Pamela Kanoko